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Urologistas pedem drogas contra câncer de próstata no SUS - {ts '2006-06-01 00:00:00'}
Os urologistas brasileiros querem que o Sistema Único de Saúde (SUS) inclua na lista de medicamentos fornecidos aos postos de saúde as drogas usadas no tratamento da hiperplasia benigna da próstata. A doença é caracterizada pelo crescimento anormal da glândula e pode representar o primeiro estágio antes do tumor maligno.

A reivindicação consta de um documento intitulado "Carta em defesa da saúde do homem", que foi assinado hoje pelos presidentes da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Simão Sessim (PP-RJ); da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG); e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Sidney Glina.

As drogas são chamadas genericamente de alfa-bloqueadores e inibidores de 5-alfa-redutase. Quando usadas no início do tratamento, podem evitar as intervenções cirúrgicas, o que reduz o custo do tratamento para o SUS, como ressaltou Sidney Glina.

O câncer de próstata é responsável por 25% dos tumores malignos que atingem a população masculina.

Apoio
A carta foi aprovada durante o 2º Fórum sobre Políticas Públicas em Saúde e Doenças do Homem, realizado durante todo o dia de hoje na Câmara. O documento será entregue aos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo, e do Senado, Renan Calheiros. A idéia é conseguir apoio do Congresso para implementar as sugestões, que dependem em boa parte da ação do Executivo.

O documento sugere que os urologistas sejam incluídos em programas do Ministério da Saúde, como os centros de atenção aos idosos e os direcionados à saúde familiar.

O texto pede ainda que o ministério crie um setor destinado exclusivamente ao planejamento e à implantação de políticas públicas voltadas à saúde da população masculina, tendo a SBU como consultora. "Precisamos de políticas de longo prazo voltadas para o homem. Falta informação e organização nesse segmento da sociedade", disse o deputado Rafael Guerra.

Pesquisa
Durante o fórum, a SBU e o Ministério da Defesa firmaram um protocolo de intenções para elaborar um perfil epidemiológico do câncer de próstata no Brasil, a partir de uma pesquisa nas tropas brasileiras. O contra-almirante Carlos Edson Martins da Silva, representante do ministério, afirmou que a realização de um estudo de longo prazo é fundamental para o conhecimento do câncer de próstata no País.

Segundo os participantes do evento, é fundamental também a garantia de recursos para o financiamento de programas voltados à saúde do sexo masculino, principalmente das camadas mais pobres. "Se o homem tem 18 anos, é branco, heterossexual e HIV negativo, não há nenhum programa de saúde para ele", observou o presidente da SBU, Sidney Glina.

"Os problemas e as doenças dos homens são pouco discutidos e, de certa maneira, não existem campanhas de prevenção", acrescentou o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO).

Fonte: Agência Câmara


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