Histórias de auditor
"É a minha mala!"
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Estávamos a bordo de um avião monomotor com destino a uma cidade do interior do Acre. Ao desembarcar, o médico que fazia parte da equipe percebeu que a sua maleta ficou no avião, que seguiu para outra cidade. Preocupado com a mala, permaneceu no pequeno aeroporto aguardando o retorno do avião. Quando o avião despontou, apresentou problemas técnicos e descontroladamente veio despencando, invadindo o aeroporto, destruindo tudo o que tinha em sua frente. O médico, muito corajoso, pegou um extintor de incêndio e seguiu em direção aos destroços do avião. O que não se sabe é o que ele gritava exatamente. Parecia algo assim: “minha mala!” “sou médico”. Nesta mesma viagem os auditores escaparam da letal queda do avião, pois o monomotor despencou na volta da cidade, quando só vinha, felizmente, a mala do médico.
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Sem comunicação
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Para chegar em Monte Alegre (PA), foi preciso viajar de barco durante oito horas, descendo o rio Amazonas. A aventura foi assustadora. Depois da desconfortante viagem, descobrimos uma companhia aérea, que fazia o percurso até a cidade.
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Comida, cadê você?
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Ao descermos o rio Madeira (RO), vivemos uma aventura incrível num barco de alumínio conhecido como voadeira. Chegando ao povoado, não havia onde comer. Depois de um certo tempo encontramos uma senhora, que fritou alguns peixes para nós (compramos o óleo e pagamos os peixes a ela).
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Ô churrasquinho difícil!!!
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Auditando um hospital, recebemos um convite do chefe de medicina para um churrasco. Ao descobrirmos irregularidades nas contas hospitalares, respondemos que só após a auditoria aceitaríamos o convite. Até hoje aguardamos o churrasco. O médico foi demitido do serviço público e condenado a dois anos de prisão.
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Cruz credo!!!
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Entre outras coisas, já identificamos centenas de casos de "fantasmas" por todo o Brasil. Encontramos fantasmas fazendo quimioterapia, recebendo transfusão de sangue... há mais de dois anos!!! Todos com atestado de óbito.... Quem sabe, com o sangue novo que receberia ele voltaria a viver?! A auditoria deu jeito nisso!
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Acho que perdi o príncipe
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Num baile, um rapaz se aproximou de mim. Dançamos a noite toda. Um dia antes de ir embora, levei um susto quando ele bateu à minha porta, à meia-noite. Decidi não abrir e voltei a dormir somente depois de colocar o frigobar atrás da porta. No dia seguinte fui satirizada entre meus amigos, pois dispensei o "príncipe encantado", um rapaz de posses e influências daquela cidade.
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A comida era outra!
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Procurávamos um local para comer no interior de Tocantins. Informaram-nos que havia um na entrada da cidade. Ao chegarmos, vimos que o lugar era muito estranho, com umas mulheres apenas. Percebemos que estávamos numa casa de prostituição! Ou seja, "a comida" era outra!!!
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Vou de táxi...
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Estava num táxi quando o motorista me pediu para visitar o túmulo de seu pai no cemitério. Permiti, apesar de achar esquisito. No caminho deparamos com uma blitz. Sem habilitação, o motorista recebeu ordem de prisão por subornar os guardas. E eu, fiquei no caminho tendo que pegar outro táxi.
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Que bigode é esse???
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No interior do Nordeste, fomos recepcionados pelo prefeito com uma navalha na mão, cujo imenso bigode era aparado por ela. Parecia que o prefeito queria nos intimidar com aquela postura. Receosos, chamamos a Polícia Federal para nos acompanhar e então, executamos com uma certa tranqüilidade, nossas atividades.
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Instinto de carteiro
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Auditava numa cidade do Triângulo Mineiro quando o carteiro veio em minha direção me entregando uma correspondência. Foi tão rápido que não tive tempo de esclarecer que não era funcionária daquele órgão. Quando começaria a falar, li no envelope: Aos Auditores do Ministério da Saúde. Perplexa, agradeci sorrindo.
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Um cowboy no caminho
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No interior do Amazonas, nos deparamos com uma pessoa com um revólver, chapéu e botas de cowboy, identificando-se como o ex-prefeito, dizendo que as contas do município estavam regulares. Ao continuarmos nosso trabalho, fomos convocados para uma reunião pelo atual prefeito, que com um talão de cheques, nos perguntou se tínhamos encontrado irregularidades. Descobrimos depois que os dois prefeitos eram parentes.
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Terceira idade???
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Somos antigos na profissão e possuímos na maioria, cabelos grisalhos, mas somos novos em idade. Ao hospedarmos no mesmo hotel, para um encontro de auditores, fomos abordados por um casal de turista que queriam saber onde seria a festa da terceira idade.
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